
Uma unidade de caças F-35A da Força Aérea e Espacial Real dos Países Baixos está participando, ao longo de março, de uma ampla atividade de integração e treinamento com a Força Aérea dos Estados Unidos na Hill Air Force Base, no estado de Utah.
A operação faz parte do exercício Lightning Forge, realizado em conjunto com aeronaves do 388th Fighter Wing.
O principal objetivo da missão é ampliar a prontidão para combate em um ambiente realista e contestado, com ênfase na integração entre aliados da OTAN. Além dos caças, a mobilização inclui equipes de apoio do Comando Aéreo de Combate da força holandesa.
Segundo o tenente-coronel conhecido pelo indicativo “Swinger”, comandante do 313 Squadron, o treinamento em Utah oferece condições muito diferentes da realidade operacional dos Países Baixos. Ele destacou que a vasta área do Utah Test and Training Range permite treinar em um cenário mais exigente, com ameaças simuladas e missões complexas em cooperação próxima com os parceiros norte-americanos.

De acordo com o oficial, tanto o 388th Fighter Wing quanto o esquadrão holandês são considerados unidades de ponta em suas respectivas forças aéreas, frequentemente posicionadas na linha de frente das operações de combate. Por isso, a escolha de Hill Air Force Base foi vista como estratégica para troca de experiências e de melhores práticas.
O exercício também marca a maior mobilização já realizada pela força aérea holandesa com aeronaves F-35. Durante todo o mês, o destacamento vem sustentando duas linhas de surtidas por dia, empregando armamentos reais e inertes, ao mesmo tempo em que testa a capacidade de manutenção com um número reduzido de aeronaves.
O ritmo operacional elevado foi planejado como um desafio direto à capacidade da unidade de manter aeronaves e equipes prontas em um cenário de alta exigência. A proposta é avaliar não apenas a disponibilidade dos caças, mas também a preparação do pessoal e dos meios logísticos necessários para sustentar operações intensas por longo período.
A atividade também tem papel importante na formação dos pilotos menos experientes. Para muitos deles, esta é a primeira participação em um exercício dessa escala e intensidade. A expectativa do comando holandês é que, ao final da missão, esses militares retornem ao país com maior confiança tanto na aeronave quanto em suas próprias habilidades.

Outro ponto central do treinamento é o uso do Utah Test and Training Range, considerado um dos principais campos de treinamento dos Estados Unidos. A estrutura inclui emissores avançados de ameaças e alvos realistas, permitindo aos pilotos explorar com mais profundidade as capacidades do F-35 em um ambiente que simula ameaças modernas de forma mais fiel do que seria possível em território holandês.
Segundo o comandante do 313 Squadron, o campo de treinamento pune erros táticos de forma realista, o que transforma o exercício ao mesmo tempo em um fator de confiança e em uma checagem concreta dos limites operacionais da plataforma e das tripulações.
Para os militares dos Estados Unidos, a presença dos caças aliados também amplia o realismo do treinamento local. O major Cody Bown, reservista do 419th Fighter Wing e atualmente vice-comandante do 388th Operations Group, afirmou que a participação holandesa aumenta o número de aeronaves envolvidas, diversifica os perfis de pilotos e torna os cenários mais próximos de uma operação real.
À medida que o exercício avança, a meta da unidade holandesa é retornar à Europa com a certeza de que pode realizar destacamentos em larga escala, sustentar operações de combate em ritmo elevado e se integrar de maneira plena aos seus principais aliados.
O comando holandês também destacou o apoio recebido da equipe da base de Hill, classificando a recepção como uma das melhores já vistas em destacamentos internacionais.
Fonte e imagens: United States Air Force. Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial.
